Festival Literário da APA do Pratigi encerra ciclo de oficinas no Baixo Sul com protagonismo estudantil e valorização das ancestralidades
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Projeto percorreu cinco municípios promovendo educação patrimonial, leitura e fortalecimento das identidades culturais.
A cultura do Baixo Sul da Bahia segue pulsando através da literatura, da memória e das ancestralidades. A etapa final de 2025 do Festival Literário da APA do Pratigi (FLAP) foi encerrada na manhã desta quarta-feira (6), no Colégio Estadual de Tempo Integral Adelaide Souza, em Nilo Peçanha, consolidando uma jornada marcada pelo protagonismo estudantil, criatividade e valorização das raízes culturais da região.
Com o tema “Ancestralidades afro-indígenas e outras formas de ser e estar no mundo”, as oficinas de Educação Patrimonial e Produção Textual conectaram arte, educação e identidade, inspiradas no curta “O Tempo dos Orixás”, da cineasta Eliciana Nascimento, e nos princípios da Pedagogia da Ancestralidade.
Juventude, memória e pertencimento
Ao longo das atividades, estudantes mergulharam em experiências que estimularam reflexões sobre memória, território e identidade cultural. Entre mapas afetivos, verbetes poéticos e relatos de vida, os jovens compartilharam vivências e fortaleceram vínculos com suas comunidades e histórias.
A circulação do projeto passou pelos municípios de Piraí do Norte, Itamarati, Igrapiúna, Ituberá e Nilo Peçanha, promovendo integração cultural e ampliando horizontes através da leitura e da produção criativa.
Além das oficinas, as escolas participantes receberam kits com cerca de 80 livros cada, totalizando aproximadamente 400 exemplares distribuídos nos cinco municípios percorridos. As obras são de autores participantes da edição 2025 do FLAP, realizada em Ituberá.

Estudantes destacam importância do projeto
A estudante Isabelle, do 2º ano do Ensino Médio, ressaltou o impacto das oficinas na formação dos alunos e no fortalecimento da identidade cultural.
> “Esse momento com o pessoal do FLAP é muito importante porque traz um momento de inspiração pra gente, nos ensina sobre ancestralidade, sobre patrimônios culturais e nos mostra que é muito importante aprender sobre a nossa história. Estou adorando ter esse momento de explorar e apresentar um projeto ainda esse ano. Tá de parabéns toda a equipe do FLAP por esse projeto brilhante”, disse a aluna.
Fundação Pedro Calmon fortalece ações literárias e culturais no interior da Bahia
As atividades foram conduzidas por Josenildo dos Santos Normandia, João Salustiano e Sueli Valeriano, com apoio da Fundação Pedro Calmon, reafirmando o compromisso com iniciativas que unem educação, cultura e ancestralidade no fortalecimento das identidades locais e na democratização do acesso à leitura.
O FLAP vem se consolidando como um importante espaço de valorização das expressões culturais do Baixo Sul, fortalecendo o pertencimento e incentivando novas gerações a reconhecerem suas próprias histórias e tradições como ferramentas de transformação social.
Este projeto foi contemplado no Edital de Apoio às Festas, Feiras e Festivais Literários (n.º 01/2024), por meio do Programa Bahia Literária, com o apoio do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Educação e da Secretaria de Cultura, via Fundação Pedro Calmon (FPC).

Fonte: Ascom FPC
Fotos: Assessoria FLAP






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