Rio Vermelho e Sua História: projeto debate identidade e futuro do bairro na Biblioteca Juracy Magalhães Jr - Saiba como participar!
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Projeto Rio Vermelho e Sua História realizou sua primeira edição na última quarta (29), com atividades abertas ao público. O próximo encontro já tem data marcada: dia 26 de agosto, com o tema “Rio Vermelho e Literatura: Jorge Amado e as Histórias que Marcaram o Bairro”.
O tradicional bairro do Rio Vermelho, conhecido por sua boemia e riqueza cultural, teve sua trajetória debatida na abertura da 2ª edição do projeto "Rio Vermelho e Sua História". O evento aconteceu na última quarta-feira (29), na Biblioteca Juracy Magalhães Júnior — equipamento da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA) —, reunindo moradores, pesquisadores e artistas para refletir sobre a memória e os desafios urbanos da região.Com o tema "A Biblioteca e o Rio Vermelho: espaço de memória, cultura e transformação social", a mesa de abertura foi mediada pelo escritor e psicanalista Santiago Gomez. O debate contou com a participação do médico psiquiatra Antônio Nery, da jornalista Carmela Talento, do fotógrafo Diego Sei e do músico Fred Aquino.
Memória, tradição e os impactos do crescimento urbano
Durante o encontro, os convidados trouxeram vivências profundas e alertas sobre a descaracterização do bairro. O psiquiatra Antônio Nery, morador há 40 anos, definiu seu sentimento pelo lugar como algo difícil de explicar. "Gosto do Rio Vermelho talvez pela mesma razão que gosto dos meus filhos. É inexplicável". Nery ainda destacou a urgência de preservar o patrimônio histórico, citando o esforço de sete anos para restaurar a Igreja de Santana, além de defender a criação de um museu do bairro, a ampliação de livrarias e um olhar mais atento às pessoas em situação de rua.

A jornalista Carmela Talento relembrou as transformações da famosa Festa do Rio Vermelho. “Virou uma festa mais turística. Não é mais uma festa dos pescadores. A essência não existe mais”, lamentou. Carmela também pontuou que a Igreja de Santana segue fechada desde as últimas intervenções urbanísticas na área, cobrando a execução de projetos de recuperação para o templo. O fotógrafo Diego Sei alertou sobre a pressão imobiliária na região. Segundo ele, ouvir pescadores e antigos moradores é o único caminho para salvaguardar a identidade local, usando a arte como ponte para reaproximar a comunidade de suas raízes.
A biblioteca como pilar comunitário
O papel central da Biblioteca Juracy Magalhães Júnior para o bairro foi consenso entre os debatedores. O espaço foi apontado como uma referência viva de resistência cultural e incentivo à leitura, mesmo na era digital. A unidade oferece uma infraestrutura completa a serviço da população: Espaço Caramuru; Acervo histórico com 1.500 fotografias que preservam a identidade do bairro; Programação viva com calendário regular de saraus, oficinas e exposições construídas junto aos moradores; Promoção de inclusão e saúde mental. Setor infantil aberto inclusive aos sábados, funcionando como ferramenta de estímulo à leitura e bem-estar familiar. Estrutura de ponta: Áreas de estudo silenciosas e salas digitais gratuitas.


Próximo encontro já tem data marcada
Para quem deseja participar, o próximo diálogo público já está confirmado:
Data: 26 de agosto - 14 horas
Tema: “Rio Vermelho e Literatura: Jorge Amado e as Histórias que Marcaram o Bairro”
Local: Biblioteca Juracy Magalhães Júnior (Rio Vermelho)
Entrada: Gratuita
Redação
Fotos: Vanessa Andrade





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