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Espetáculo “2 de Julho – A Ópera da Independência” teve apresentação gratuita na Concha Acústica


O palco da Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA) recebeu o espetáculo “2 de Julho – A Ópera da Independência”, nesta sexta-feira (21). Dez anos depois da sua primeira apresentação, o musical, que tem texto de Cleise Mendes e direção de Paulo Dourado, integra o Plano de Ações em comemoração ao Bicentenário da Independência do Brasil na Bahia. A montagem atual é uma iniciativa do Governo da Bahia, através da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA).


Baseado no livro '2 de Julho – A Carta de Alforria' de Cleise Mendes, o espetáculo conta ainda com direção musical assinada pelo cantor e compositor Gerônimo Santana e coreografia de Jorge Silva, executada pelos dançarinos, que imprimem um ritmo contagiante ao musical.


O secretário da Cultura, Bruno Monteiro comenta que a ludicidade facilita o reconhecimento popular da história e empodera o povo na luta por mais liberdade. “A história é construída através da memória, mas também através do caráter lúdico, que traz a capacidade do encantamento com as cores, a música que envolve a plateia. É uma alegria muito grande estarmos celebrando esse momento com criatividade, cores e arte”, comenta Bruno Monteiro.

Na montagem, a história é narrada pelo poeta imortal Castro Alves, que em uma posição de quem tudo sabe, faz do espetáculo “2 de Julho – A Ópera da Independência” um instrumento de valorização da Bahia no desfecho da independência do Brasil. Durante a apresentação, os atores dão vida aos heróis e heroínas da liberdade.


Dentre os personagens que subiram ao palco, está Maria Felipa. A heroína que aderiu à batalha na Ilha de Itaparica foi interpretada pela atriz Bárbara Borgga, que não escondeu a satisfação em fazer parte da montagem. "É uma emoção muito grande, porque Maria Felipa foi uma mulher desbravadora, que em 1822, juntou 200 mulheres para enfrentar os ataques portugueses. É uma representação feminina, negra, indígena, baiana, presente, lutadora, como nós somos hoje, nesse momento que nós vivemos”, destaca a atriz.


Também presente na estreia, a secretaria da Educação, Adélia Pinheiro, enfatiza a mobilização nas escolas, para que alunos e professores vivenciem o significado do Dois de Julho para a independência do Brasil na Bahia. "Trouxemos 20 escolas, mais de 850 estudantes acompanhados de professores, para que possam ver, conhecer, experimentar uma ópera que traz a história, o percurso, a participação popular na Independência do Brasil aqui na Bahia", declarou Adélia.

A professora Evanilde Costa destaca a importância do espetáculo teatral para que se conheça a verdadeira história da Independência do Brasil. "É muito emocionante que esse outro lado da história seja visto por toda a população, que chegue às escolas para que adolescentes e crianças tenham acesso a tudo isso".


Obra mais recente incorporada ao Projeto Teatros do Tempo, “2 de Julho – A Ópera da Independência” tem o comando do ator e produtor Dody Só. A companhia tem ainda outras produções, como Búzios – A Conspiração dos Alfaiates (1992), Canudos, A Guerra do Sem-Fim (1993), Lídia de Oxum – Uma Ópera Negra (1995) e A Paixão de Cristo (2011).


A Ópera da Independência conta ainda com apoio cultural das Voluntárias Sociais da Bahia (VSBA), Bonfim Têxtil e do Centro Técnico do TCA. Com entrada franca e ingressos disponibilizados pelo Sympla e na bilheteria do teatro, o musical terá sua segunda e última apresentação realizada neste sábado (22), às 19h.





Repórter Laís Nascimento

Fotos: Fernando Vivas/GOVBA

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