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7 de Abril - A transformação do Jornalismo e do jornalista, por Regina Ferreira

No Dia do Jornalista - 07 de Abril, a nossa redação destaca uma reflexão da jornalista Regina Ferreira, ex presidenta do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba). Confira!


"A transmissão da comunicação, ou seja, da notícia, do fato, tem que ser clara, objetiva e direta. Na verdade, o jornalismo é uma atividade informativa que é divulgada nos meios de comunicação, sejam sonoros, impresso ou audiovisual. Mas, o que parece estar acontecendo, principalmente nos jornais televisivos diários, é uma total desconectação com a objetividade real da notícia, da informação precisa.


Pode-se afirmar, com comprovação, que os repórteres, jornalistas, editores são, sem dúvida, responsáveis pelos desdobramentos e processos de desenvolvimento de uma comunicação direta e sem fake news. Mas, o ponto crucial que chama atenção é de como as notícias estão sendo repassadas para o público de uma forma inconseqüente, pelo achismo e por pessoas sem qualificação (porque até motolink virou repórter!).


Segundo Marcondes Filho, no “momento em que a comunicação inverte seu papel e perde o sentido de contato com o mundo, ponte e janela que liga indivíduos a fatos” (1991:45), teríamos uma visão que faria sucumbir as visões anteriores, confundido-as, fundido-as. Criam-se cenários fictícios com suposições ao comentar uma tragédia, uma notícia, algo inaceitável no jornalismo. O comunicador não tem que supor nem usar o achismo. Tem que transmitir a notícia real. O telespectador não quer saber os mínimos detalhes do caminhão que caiu sobre a casa, ele quer saber o que aconteceu e pronto. E não se o caminhão tinha cinco marchas ou se o banco do carona estava rasgado... e por aí vai.


Olha só as perguntas dos repórteres de TV (cada pergunta inacreditável!!):


Repórter: Como a senhora se sente vendo seu filho morto?

Realmente, a mãe deve se sentir ótima vendo o filho morto...


Repórter: A arma que o assaltante estava usando era branca ou preta? Qual era o calibre da arma? (Pergunta para a passageira, que supostamente o repórter pensou que era perita em armas).


Repórter pergunta ao morto se está confortável no caixão?


Repórter: Sua casa desabou, você perdeu os móveis?


Repórter: O que você sentiu na hora do atropelo?

Entrevistado: Me senti ótimo. Você já foi atropelado?


A repórter, ao vivo, fazendo matéria na Rodoviária, informou com toda 'precisão': "Acho que a quantidade de ônibus era 300, se não estou enganada". Ora, se não tinha segurança sobre a informação, porque fala?


Realmente, está difícil cada vez mais assistir aos telejornais. Principalmente, ao ligar a televisão em determinados canais que só mostram violência. Não se tem uma pauta positiva, uma construção de informação cultural que gere entusiasmo, conhecimento e, o mais importante, informação precisa e direta."


Um texto que sugere a reflexão e a avaliação da qualidade da comunicação nos dias atuais, e que demonstra a importância de pontos essenciais no processo de construção de credibilidade: apuração, imparcialidade, ética, verdade, objetividade, conhecimento e bom sendo.




Vanessa Andrade - Redação

Fonte/foto: Regina Maria Ferreira de Oliveira

Jornalista/Drt 555-Se - Ex-presidenta do Sinjorba.

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