Rota da Independência desembarcou no Morro de São Paulo e outras cidades que marcaram a vitória do 2

Muitas pessoas morreram em batalhas na terra e no mar para a conquista da Independência da Bahia. As cidades de Maragojipe, Itaparica e o Morro de São Paulo tiveram um papel fundamental, com a localização de fortes, para a derrota dos portugueses.


As lutas contra os europeus iniciaram em 19 de fevereiro de 1822, antes da Independência do Brasil, e encerrou em 2 de julho de 1823. O município de Maragojipe aderiu a causa em 29 de junho de 1822, com o apoio e sentimento patriótico da população, destacando o Forte de Santa Cruz, às margens do Rio Paraguaçu, como um estratégico local de combate.


Itaparica, situada em um dos extremos da Baia de Todos os Santos, teve um papel importante ao assegurar o não abastecimento das tropas portuguesas, com defesas e ataques localizadas no Forte de São Lourenço. Já Morro de São Paulo, teve uma localização estratégica que permitia tanto a proteção de todo o Arquipélago de Tinharé, onde passava toda a produção de abastecimento da capital, quanto a defesa de invasões de outras embarcações. O Forte Fortaleza de Morro de São Paulo pode ser considerado o maior sistema defensivo da época.

Nesse sentido, a Rota da Independência desembarcou em Itaparica, no dia 04 de julho, com a aula Guerra no Mar, ministrada pela professora Patrícia Verônica (museóloga e mestre em História), para os estudantes de colégios públicos da região. A aula foi sobre o Forte de São Lourenço e a defesa da Ilha de Itaparica no contexto da Guerra, e até o dia 14 de julho, o público da cidade poderá apreciar a Exposição sobre a Independência do Brasil na Bahia, com pôsteres e banners sobre os trajetos da luta contra os portugueses.


Morro de São Paulo – Cairu – Bahia

Ainda na tarde do dia 04 de julho, a Rota teve mais uma parada em Morro de São Paulo com um Roteiro Histórico saindo da Fortaleza do Morro, com paradas na Igreja de Nossa Senhora da Luz, O Casarão e Fonte Grande. Já no dia 05 pela manhã, aconteceu uma grande Aula Pública sobre a formação da Marinha do Brasil e a participação do Lord Crochrane na Guerra. A atividade com o tema Guerra no Mar, também foi ministrada pela professora Patrícia Verônica para moradores, guias locais, turistas e estudantes do curso de Museologia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). A abertura da programação ficou por conta da FAMUCA – Fanfarra Municipal de Cairu, que encantou a todos com o Hino ao 2 de Julho e outras melodias.

A professora da rede municipal de Cairu, município sede do Arquipélago onde se localiza Morro de São Paulo, Francidrea Pimentel (pedagoga e especialista em História e Cultura do Brasil), também deu uma bela contribuição durante a Aula Pública, com uma apresentação bastante coerente e objetiva sobre a história da Ilha e sua relação com o processo de Independência, assim como da 2ª Guerra Mundial. “A história e a cultura locais são elementos muito importantes para o fortalecimento da identidade de qualquer cidadão. Como nativa, moradora e professora tenho uma angústia muito grande, pois percebo que tais elementos são muito pouco explorados tanto por moradores, quanto pelos turistas. Penso que poderíamos investir mais em ações que possam divulgar e fortalecer tais vetores, para que as futuras gerações conheçam a história do Morro e valorizem ainda mais o lugar onde vivem”, alertou a pedagoga.

Para Lucas Tadeu Santos que é subsecretário de Educação de Cairu, “o 2 de Julho é um marco não só para a Bahia, mas para o Brasil. Temos que valorizar a nossa história, uma vez que essa Independência foi conquistada, especialmente por negros e índios. Morro fez parte do contexto histórico de Cairu, onde teve o domínio do trânsito no mar e esse Forte foi um ponto de concentração para a defesa marítima da Bahia”. O evento serviu ainda para provocar a gestão municipal e a secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), no que tange a uma promoção de um Roteiro Histórico para visitantes e a melhor utilização da Fortaleza, resgatando um dos objetivos da sua recuperação que era servir de espaço para apresentações culturais de grupos de todo o Território Baixo Sul da Bahia. A superintendente de Cultura de Cairu Michele Dahlmann informou que um Roteiro Histórico já foi lançado e que outras boas novidades serão divulgadas em breve.


Uma bela apresentação de capoeira encerrou a Rota no Morro de São Paulo, com a rica participação do mestre Carlito (Grupo de Capoeira Kilombolas do Morro de São Paulo), mestre Orli (Associação Cultural de Capoeira Angola Horizonte de Palmares) e do contra mestre Peti (Associação dos Capoeiristas Viva Valença). A Rota da Independência finalizará seu percurso no dia 16 de julho, em Maragojipe, com a Exposição sobre a Independência do Brasil na Bahia, e contará com a Biblioteca de Extensão (Bibex). A Rota está sendo realizada pela Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBa), através do Centro de Memória da Bahia (CMB), em parceria com o Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), a qual já visitou cidades e locais que marcaram aquele momento, como São Francisco do Conde, Santo Amaro, Cachoeira, Caetité e Salvador. Uma bela iniciativa do Governo do Estado da Bahia que em Morro de São Paulo contou com total parceria da secretaria de Cultura de Cairu.

Fontes: Ascom Fundação Pedro Calmon e V1 Comunicação – Vanessa Andrade.

Fotos: V1 Comunicação – Vanessa Andrade.

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