Governo e municípios do Baixo Sul articulam estratégias para potencializar o desenvolvimento produti

Debater iniciativas que possam alavancar a produção rural do Território Baixo sul, com tecnologia, inovação, assistência técnica e extensão rural (Ater) e avaliar as políticas públicas que estão em curso para potencializar o crescimento produtivo da lavoura cacaueira no território. Esses foram os objetivos do seminário realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com o Consórcio dos Municípios do Baixo Sul (Ciapra), nesta sexta-feira (24), no município de Ituberá.


O evento, intitulado Parceria Mais Forte - Governo do Estado e Consórcio Ciapra juntos pela Agricultura Familiar, foi marcado por um conjunto de assinaturas voltadas para o desenvolvimento produtivo da agricultura familiar no Baixo Sul, a exemplo do termo de cooperação entre a SDR e o Ciapra, destinado ao desenvolvimento rural em Áreas de Proteção Ambiental; o termo de cooperação para execução de ações do Plano Operacional do Cacau 2018/2022; e o termo de adesão ao Serviço de Inspeção Municipal (SIM), entre a Prefeitura de Ituberá e o Consórcio Ciapra.

Foto: Ascom PMItuberá

Presente ao seminário, o titular da SDR, Josias Gomes, destacou que nos últimos quatro anos o Governo do Estado investiu R$ 36 milhões em ações voltadas para o fortalecimento do Baixo Sul, mas que ainda é preciso um envolvimento ainda maior dos municípios: “A SDR vai continuar aplicando recursos no território. O nosso propósito é buscar as condições, de maneira integrada, Estado e Município, para que tenhamos as rotas produtivas sendo trabalhadas, no sentido de que o escoamento da produção dos agricultores familiares saia de forma tranquila e sem sobressaltos”.


De acordo com Leandro Ramos, prefeito de Igrapiúna e presidente do Ciapra, consórcio composto por 13 municípios do Baixo Sul, a expectativa é muito positiva: "Nesse novo momento que se constitui na reestruturação do consórcio, essa parceria mais formal e eficiente com a SDR trará melhores condições de vida para a população não só do campo, mas também a urbana, que se beneficia com o desenvolvimento econômico e social, que é gerado no campo”.


Mais Ater

Durante o seminário, foram apresentadas as experiências de Ater da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), realizada em parceria com o município de Teolândia, por meio do projeto Mais Ater e com a Associação das Cooperativas de Apoio à Economia Familiar (Ascoob), mediante chamada pública.


O Mais Ater é uma modalidade de parceria entre Governo do Estado, por intermédio da Bahiater/SDR e as prefeituras, com o objetivo de contribuir com a infraestrutura que possibilite dinamizar o serviço de assistência técnica e extensão rural (Ater) para agricultores familiares do município.


Edilza Maria de Jesus, agricultora familiar do município de Ituberá, beneficiada com serviço de Ater, por chamada pública com a Ascoob, fala dos primeiros resultados com a prestação deste serviço: “Com a assistência técnica foi possível produzir alimentos saudáveis e sadios para a nossa comunidade e para todos, com uma boa aceitação no mercado. Estamos vendendo em feiras e em alguns comércios da cidade. Aprendemos como utilizar o esterco, como utilizar várias coisas que temos na região como cascas de mandioca e de cacau, na produção de hortaliças. Agora a gente produz as hortaliças puras, sem agrotóxicos, e, com isso, nós estamos tendo grandes resultados”.


Bahia Produtiva

Entre as entidades beneficiadas com editais do Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) empresa da SDR, está a Associação Beneficente de Pesca e Agricultura de Ituberá (ABPAGI). O presidente da associação, Domingos da Conceição, compartilhou a experiência produtiva na fabricação de artesanato de piaçava e biojoias e similares, e também da cadeia produtiva do pescado: “Fomos contemplados em dois editais do Bahia Produtiva, as famílias beneficiadas na área do artesanato, da cadeia produtiva da piaçava, quanto no pescado, e tivemos oportunidade de aumentar a renda das agricultoras e agricultores familiares, nas comunidades tradicionais, quilombolas e pesqueiras. O Bahia Produtiva tem mudado a realidade”.

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